Or “Why do I regret making a donation to Freenode“.
Because I didn’t expect to support a team that include people that don’t know how to “fairly” use his powers.
First of all: the Freenode services are great. They have an open and explicit policy on many things, you see people working on improvements every time. They encourage “Real World” communication with groups. As fas as I see, the services are stable. And they are free. PDPC is a group that provide good free services for the community. And as a regular user of these services for many years, I think they deserved a small donation on the last year’s fundraiser.
But today I think it could be better if I had used my money on something else.
It is not because they don’t provide an useful service. They still provide an useful service. But it is because I don’t want to support behaviour that I don’t think it is fair.
I agree that the IRC network need to have a good policy on what is “desired behaviour” on the network. It is their right, they run the network, they spend their time maintaining it. The problem is when I see an “unfair” behaviour, and something that represents the network simply say that “it is not open to discussion”.
Today on a channel that I don’t use to join (but I used to join some time ago), somebody simply offended a network staffer:
04/02/2006 12:58:42 nerdwell hey udk, pq vc não vai a merda? retardado
04/02/2006 12:59:56 UdontKnow -carneiro.freenode.net- Added K-Line [*@200.204.86.79] to
var/lib/dancer-ircd/kline.conf
Translation:
04/02/2006 12:58:42 nerdwell hey udk, why don't you go to hell? retard
04/02/2006 12:59:56 UdontKnow -carneiro.freenode.net- Added K-Line [*@200.204.86.79] to
var/lib/dancer-ircd/kline.conf
Okay. It was a personal offense, and I think he really deserves some “punishment” for this “anti-social behaviour”. My question is: this was a personal offense to a network staffer. If somebody called me a retard, he would get a complete ban from the network, too? Anybody who offends anybody in the network will be completely banned, as it happened in this case? I don’t believe so. Then the given network staffer himself confirms what I’ve suspected:
04/02/2006 13:08:27 UdontKnow topeira: eu diria... se voce nao sabe no que esta
se metendo, nao faca acusacoes impensadas
Translation:
04/02/2006 13:08:27 UdontKnow topeira: I would say: if you don't know what you are
dealing with, don't make improper accusations
Well, I think it is a way to say “you must know who you are dealing with”. Or, in other words I understand this comment as “this is what happens to you when you offend a network staffer”.
Also, I guess the problem would be easily solved with a simple kick/ban from the channel. It would be simpler and with less harm. But it looked like that a network staffer wouldn’t use these “simple” soutions, if they can take stronger measures.
I don’t think this behaviour is fair. It isn’t unfair because the people that offended the staffer didn’t deserved a punishment. But because you simply can’t k-line everybody who offends someone in the network. It is pratically impossible. People won’t go to network staffers everytime someone offends someone. So we necessarily will end having an “unfair” policy: when a problem happens between someone and a network staffer, the consequences will be stronger because they can.
Obviously many people started to question the right the network staffer had to set this k-line. What happened? He said that “this is not open to discussion”. Simply this. So, people don’t have the right to discuss the actions of the network staffers.
It is OK: they have the right to define whatever policy they what. They run the network. The network is not a “right everybody has”, but simply a service provided by them. I understand this completely.
The problem is that I don’t want to support such behaviour. If they are supported by donations, I expect them to listen better to what people think, instead of taking some actions and saying “it is not open to discussion”. And, if the policy of the network is supposed to include “listen to our users”, I think PDPC should take a closer look to the behaviour of their staff team regarding their reaction and “openness to discussion” with the users of the network.
If I could, I would ask my money back.
(The relevant logs for the event are available at
http://debianbrasil.org/irclogs/)
7 comentários
Qui 18 Ago 2005
Categoria: Economia, Em Português, Filosofia, Opinião, Textos Enormes
17h38min
permalink
Por que cooperamos? (ou: Cooperação é inevitável)
Ontem, participei de mais uma discussão com o
Leonardo, sobre
hipóteses que formam minha visão de mundo. Estranhamente, apesar de termos uma visão de mundo bastante diferentes, conseguimos nos comunicar civilizadamente de modo que as discussões são às vezes bastante produtivas, na minha opinião.
Então, vamos ao tema da discussão: enquanto conversávamos, chegamos aos assuntos: competição, busca por lucro, visão de curto prazo, cooperação. Enquanto falava, consegui elaborar certas hipóteses que já tinha em minha cabeça, mas ainda não tinha detalhado o suficiente. A grande questão é: por que cooperamos?
Cooperar, na discussão, inicialmente, dizia respeito ao oposto da competição entre empresas e busca por lucro. Mais precisamente, o modelo de cooperação inicial era o das universidades: pela observação notamos que universidades sabem cooperar melhor entre si do que as empresas. Podemos encontrar empresas e universidades que possuem um objetivo comum, mas com uma diferença: empresas geralmente cooperam “internamente” para conseguir competir melhor, porém universidades geralmente “sabem” cooperar entre si. Naturalmente não é uma regra absoluta, o objetivo aqui não é dizer que universidades são melhores que empresas. A questão é: existem “entidades” que “sabem” cooperar entre si melhor do que outras.
Definições
Essa seção se ocupa de definir o que é cooperação. Se você acha que o parágrafo anterior foi suficiente para compreender o conceito, não se preocupe em ler tão atentamente a seção seguinte.
Vamos tentar definir cooperação. Definamos cooperação entre as entidades pertencentes a um conjunto, quando as entidades desse conjunto são capazes de prever o comportamento mais eficiente para o conjunto atingir um determinado objetivo. A questão de “qual objetivo é esse” é a mais sensível da teoria: não é bem definido, e depende da visão de mundo de cada um. Acho que é fácil perceber quando um conjunto de indivíduos está “cooperando” com o grupo, e quando não está. A questão é que não consigo definir tal conceito formalmente[1].
Vou continuar considerando que o leitor aceita que existe um conceito de cooperação aceitável e que seja compreendido pela maioria. Se você acha a definição informal do conceito insuficiente, eu sinto muito. Convido o leitor a discutir comigo para tentarmos achar uma definição adequada.
A teoria
Agora, vamos à teoria:
Podemos observar vários exemplos de entidades que sabem “cooperar” em certo nível: os seres humanos são um exemplo de grupo de células em que cooperam entre si. Cidades organizadas são um exemplo de como seres humanos são capazes de cooperar, ao menos um pouco. Países são um exemplo de como as cidades são capazes de cooperar entre si. As próprias células são exemplos de que os organismos simples (que hoje são os vários componentes da célula) são capazes de cooperar entre si e formar um organismo mais complexo.
Note que a medida do “sucesso” da cooperação não é o número de indivíduos, como foi a maior ponto de discórdia no diálogo, mas sim a capacidade de formar organismos cada vez maiores e mais complexo que “sabem cooperar”.
A minha teoria é: a “capacidade máxima de cooperação” entre os organismos sempre vai aumentar, e levar à formação de organizações cada vez mais complexas, desde que tenhamos uma população grande o suficiente.
Mas um argumento contra isso que temos é: “os indivíduos que cooperam são frágeis e temporários. Os organismos mais simples são os que tem mais sucesso”. Porém, como já destaquei, a medida de “sucesso” não é a quantidade de indivíduos, mas a complexidade dos indivíduos que a população foi capaz de gerar até o momento. Quanto a “fragilidade”, vou elaborar mais a seguir.
Sim, as organizações “cooperativas” são mais frágeis: se elas não forem grandes ou numerosas o suficiente, elas podem ser destruídas pelas organizações mais simples, porém mais eficientes ao se multiplicar. Como exemplo disso, seres humanos são sempre ameaçados por possíveis doenças que sejam capazes de exterminar toda a espécie. As organizações das cidades são ameaçadas por um possível aumento na criminalidade até que vamos para um estado mais “caótico” e menos “cooperativo” novamente. A organização dos países tem a ameaça de guerras generalizadas que podem: destruir a organização que temos hoje e voltarmos para um estado de “idade média”; pode ameaçar a espécie humana; e em um caso extremo, pode destruir mesmo os organismos menos “frágeis” como vegetais e bactérias.
Durante a discussão, notei que minha teoria até faz sentido, mas tem uma premissa importante que eu não havia notado até ela ser “testada” através de diálogo e discussão: para contornar a “fragilidade”, precisamos de uma população grande o suficiente. A explicação é simples: isso possibilitará que vários grupos — cooperativos ou não — se formem. E os grupos que conseguirem cooperar e forem grandes ou numerosos o suficiente, vão conseguir sobreviver e manter o “nível de cooperação máximo” onde está.
É devido a população grande o suficiente que os seres humanos povoam a Terra hoje: se as células tivessem formado um indivíduo apenas, as células mais simples conseguiriam destruir o indivíduo organizado. Se a população da Terra formasse apenas uma cidade, ela não conseguiria sobreviver ao ataque dos “não-civilizados”, e estaríamos no estado de “não-civilização” até hoje. Porém muitos e muitos organismos multicelulares como os animais e seres humanos se formaram, até que algum conseguiu atingir um nível de cooperação suficiente para que conseguisse se reproduzir e sobreviver em meio aos organismos unicelulares. Muitos “protótipos de cidades” se formaram e foram destruídos, até que uma cidade que conseguisse sobreviver em meio à “não-civilização” tempo o suficiente para que o “meme da formação de cidades”[2] pudesse ser multiplicado.
E por isso hoje as células do meu corpo não precisam competir entre si. E por isso eu não preciso matar meu vizinho em busca de comida. Conseguimos atingir um estado em que conseguimos cooperar e não precisamos competir. Sim, este estado ainda é frágil. Mas a questão principal, detalhada a seguir, é: tudo o que precisamos é de uma população grande o suficiente.